Greve geral de 48h na Grécia

William Bonner mentiu (conta uma novidade então). A praça syntagma não foi desocupada, segundo relatos de pessoas que estão vivendo os conflitos contra a polícia nas ruas de Atenas. Ao contrário, a praça continua tomada. Esse blog abaixo relata momento a momento os acontecimentos na Grécia. A História continua, mas com outros protagonistas…

Manifestantes na praça Syntagma

http://fogogrego.noblogs.org/

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“Eucoloro” A Cidade Limpa Contra Arte de Grafiteiros. Roteiro Documentário: Humberto C. da Fonseca

Sobre tudo isso que vai acontecer.

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Por: Humberto Fonseca
 “Eucoloro” A Lei Cidade Limpa Contra a Arte de Grafiteiros, vídeo documentário de Humberto Fonseca, é uma pesquisa que vem sendo feita desde 2007, com escritos, textos, poemas, e muitas idéias, do qual em 2008 iniciou-se (audiovisualmente), em um dos eventos que participei, interagi, estimulei e fui estimulado nas artes independentes (como união, fortalecimento das idéias, e voluntariado) para continuar com as atividades. O graffiti naquele dia mostrou-me mais sobre o baixo da cidade e suas informações, vi o áspero e vil para lapidar, que se criava em mãos livres, em nomes conhecidos e esquecidos, da qual cultura pra mim é simbolizada como: ” um por todos e todos por um”, onde as forças subversivas opera com simbolismo e simetria nas pessoas, que nasce da periferia para atacar os grandes centros, “como; fato, ação, e sentido de arte”, mas que não se banaliza, ou recrimina, por relacionar-se diretamente com a elite. Compreendi a relatividade dos espaços, e o poder de visualização e estava alí na minha frente a nova arte contemporânea brasileira. “Ver pintura é coisa de rico”, mas pra nóis que é pobre, se ver bem, consegue ver mais quem preenche esses vagos das cidades, de quem desa’marela em um muro, de quem atua e se pinta em meio a destruição com suas formas.
 O vídeo Eucoloro, que está com nome errado propositalmente em sua natureza, com a proposta do graffiti como “eu” (o ser humano) “coloro” (ato de colorir), fazem o sinônimo-metáfora com erro em português, vem como uma linguagem de PIXAÇÃO. A mesma que é banida pela sociedade, cultura brasileira, e denominada como vandalismo e cadeia ao seu ativista. Por isso esconda as latas, porquê os gringos a visitam, estudam em escola de arte… pra quem acompanha este ciclo artístico da maior metrópole da America Latina sabe o poder do graffiti paulistano no mundo, e habitando São Paulo, fui tomado pela expressividade e competência de cada artista. É importante ressaltar, que graffiti é a ação na rua, interação de pessoas e ocupação de espaço, o rito em retomada de posse há uma linguagem que é descriminada no país, mas aqui pra nóis; é assunto pra aulas e teorias da nova arte contemporânea, criada nas ruas e becos do Brasil como uma da linguagens urbanas mais malucas e ao mesmo tempo edificante, por tomar posse dos patrimônios, das relações inferiores, de submeter-se em palavras para contestar algo ou simplesmente agir como hobby artístico. Em 2007 foi isso que vi. Com a fundação do CICAS (Centro Independente de Cultura Alternativa e Social), tive o contato com um malandro urbano, “que por sinal, já tinha até um trabalho do mesmo na parede do espaço”, Denis (Evol), e o Denis eu nem conhecia, mas os caras falaram por causa do trampo dele que tava lá, foi quando eu me informei quem era, e uns conhecidos meus falaram pra ele que estavamos pretendendo pintar o espaço,(mas ia ser de branco), aguado, e que iria apagar o trampo dele. Já tinha uma precaução minha, eu sei o que deve estar nas minhas paredes, mas quem mora em São Paulo já consegue ver respeito ao graffiti como patrimônio público da cidade. e aquele trabalho que tava lá há anos, tipo 3D, era das antigas… O maluco chegou um dia, colou lá do nada, rolezinho na picadilha, escada, som na urelha, e aí trocamos uma prosa, e já começou a tintura comer solta no passado. Mas estávamos dando ao artista a liberdade e permissão de apagar seu trabalho ou não. e desde esse dia eu já imaginei o CICAS como um espaço mutante para os grafiteiros, de se possível um fazer um trampo lá em um dia, e em outro quem sabe em oportuno momento alguém venha e faça por cima. Eu só sei o que é atropelar com violência, e sabemos usar as obras como sinônimo, e abreviação de subversividade.
Pré Lançamento do documentário:
“EU COLORO”
sábado, 2 de julho · 09:00 – 21:30
Rua São Paulo, quadra da praça, altura do nº43 – Vl. Tijuco Guarulhos
Acontecera durante o Evento em comemoração aos 15 anos da quadra de skate da Brahma.

Câmara quer dobrar salário de Kassab

A Câmara Municipal quer quase dobrar o salário do prefeito Gilberto Kassab (sem partido) e elevar em 250% os vencimentos dos 27 secretários, além de pela primeira vez pagar 13.º salário – tema polêmico, motivo de decisão contrária até no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O impacto nas contas públicas paulistanas será de R$ 4.802.377,46 anuais – só com os 12 salários.O projeto com os novos vencimentos foi apresentado pela Mesa Diretora. Se aprovado, eleva o salário do prefeito de R$ 12.384 para R$ 24.117,62. Proposta semelhante foi barrada no fim de 2010 pela bancada do PSDB. Fixava subsídios do prefeito em 90,25% do teto constitucional do Supremo Tribunal Federal – o que elevaria o salário de Kassab para R$ 20 mil mensais.

Em janeiro, por lei federal e pelo teto do STF, Kassab poderia ter elevado os vencimentos para esse patamar, mas abriu mão do acréscimo. Na época, porém, ressaltou ser justo um projeto com aumento para os secretários, cujos vencimentos estariam defasados em relação ao mercado.

Atualmente em R$ 5.504,35, o salário dos secretários pode, pela proposta, chegar a R$ 19.294,10 – valor máximo alcançado atualmente pelos titulares de pasta que acumulam os salários à participação em até três conselhos municipais, pelos quais recebem jetons. Se aprovado em duas votações com o apoio de 28 dos 55 parlamentares, o texto veta a participação dos secretários nesses conselhos. Os jetons representam R$ 3,5 milhões anuais. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, mas como toda boa informação, deve correr solta se não for por fins lucrativos.

Ocupemos as praças em defesa da educação pública!

Professores da rede estadual de Santa Catarina montaram um “acampamento” em frente à Assembleia Legislativa do Estado na noite desta segunda-feira para pressionar o governo pelo fim da greve que já dura 33 dias.
O grupo, formado por mais de 100 grevistas, armou barracas em uma praça diante do prédio do Legislativo. Os manifestantes promoveram um churrasco e prometem permanecer acampados até que o governador Raimundo Colombo (que deixou o DEM e pretende ingressar no PSD) volte a negociar com a classe.
Nesta segunda-feira, o governo catarinense veiculou comunicados na imprensa salientando que apenas retomará as conversas quando os professores voltarem às salas de aula. O governo ainda determinou o desconto dos dias de greve na folha de pagamento e anunciou a contratação de substitutos para os grevistas. Raimundo Colombo afirmou hoje que irá recorrer à Justiça para pedir a decretação de ilegalidade de greve dos professores. Há mais um mês, cerca de 700 mil crianças permanecem sem aulas, o que deve comprometer o ano letivo na rede estadual.
A ação do governo não intimidou o manifesto dos professores diante da Assembleia. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sinte), o grupo irá pressionar os deputados estaduais na sessão desta terça-feira para a solução do impasse e só deve deixar o local depois das “reivindicações atendidas”.
Há quase um mês, representantes da classe e governo tentam sem sucesso chegar a um acordo. Uma das maiores controvérsias é com relação ao piso nacional do Magistério, estipulado em R$ 1.187,97. Os professores querem que o piso nacional seja o salário inicial, pago sem a retirada de outros benefícios que estão na folha de pagamento.
fonte: discussãolibertária

CONSUMISMO… (nossos cérebros) pensando sobre.

Tudo bem galera?

Lendo o artigo anterior, pensando na parada da exibição dos vídeos durante a época do Natal, o fato de “Jesus sangrar presentes”, os comentários do Buriti, da Monique e da ZAZ no post anterior me fizeram voltar a um velho fantasma, o consumismo.

O consumismo é o que alimenta, e é o que mantém a fome. Alimenta o capitalismo, nossa sede de consumo, a ganância de “parecer”, de “galgar” – mesmo que sejam crânios de desconhecidos (menos mal pois se fossem próximos, humanos/animais de estimação seria bem difícil!). Mantém a fome de milhares de pessoas, não só aquelas que sofrem da fome “crônica” como os pobres subnutridos, comendo junkie food, enlatados, sódio e açúcar, comida de péssima qualidade, para poder pagar a tv de plasma. Aliás, acostumam-se mesmo depois de pagar, continuam comendo – comida É comida (ou pasto).

Outros meios de vida? Existem, sim. Existem ações contra o consumismo. Mas não conheço nenhuma que não passe por uma mudança moral. Claro, você pode imitar seus amigos e diminuir drasticamente o consumo – mas você não aguentará olhar para um sapato na vitrine, um churrasco entre amigos, ou aquela beleza de carro novo que saiu agora (o mesmo do ano 2000), sucumbirá porque não é você. Só é uma mudança moral quando há autonomia de buscar a resposta. Não é ir “meramente” contra o capitalismo, é ENTENDER o por quê suas ações devem ser pensadas e repensadas.

Suas ações influenciam as pessoas à sua volta. E não falo entre aqueles que são seus amigos, pois muitos daqueles que supostamente não gostam de você podem avaliar sua postura como algo “extra-ordinário”. lembro-me de um cara na facul a quem eu me opunha em todas as idéias. No entanto, ele se levantava nas assembléias e dava sua opinião, ao ponto de ser vaiado. Por mais que eu não gostasse das idéias dele, tinha que admitir: coragem de expor suas idéias não é para qualquer um (que não queira). E isso mostra como mesmo pessoas que não gostamos podem nos influenciar, e vice-versa. Ensinamos melhor quando somos a lição.

Quando se toma uma posição, que parte de você, na qual você desceu âncora, é difícil te tirar dali. As pessoas podem ter argumentos fortíssimos, mas os seus sempre serão maiores e melhores, pois respondem às suas necessidades morais.

O que eu quero dizer com tudo isso tudo: nossas ações influenciam as pessoas a nossa volta. Antes delas, influenciam a nossa própria vida e nos faz repensar HÁBITOS. São nossos “hábitos” – ações que executamos sem reflexão da “origem” – que nos identificam enquanto atores sociais. O que fazemos na faculdade? O que discutimos com nosso “melhor” amigo? O que pensamos quando discutimos política com nossos pais? E sobre o consumismo: Para quê estou comprando isso? Por quê um celular novo? Seria saudável para mim consumir tanto refrigerante? Por quê eu preciso beber cerveja quando estou numa festa? Ela me faz “ter coragem”?? Eu realmente preciso de um pedaço de carne em todas as minhas refeições? Esse computador veio de onde? Será que eu não consigo costurar isso? Posso reutilizar essa embalagem! Eu consigo fazer um desse com um tutorial da internet me ensinando! Etc…

Existem várias maneiras de diminuir o consumo pessoal, existem muito motivos também. Vou colocar algumas idéias que talvez sejam conhecidas de vocês, mas que pode servir de exemplos para passarmos adiante.

Boicote: Essa é uma estratégia geralmente individual. O boicote (no caso do consumismo) está

Frase clássica nesse tipo de boicote

associado principalmente a motivações políticas contra a indústria produtora, sua marca e/ou sua origem. Um exemplo é o boicote de produtos da Coca-Cola ou McDonald’s por serem símbolos dos EUA (considerado por muitos, como Noam Chomsky, um Império). No entanto, o boicote não é muito efetivo quando isolado, sua força reside na divulgação maciça de “motivos para adesão” e da formação de grandes grupos de não-consumo e de anti-propaganda. Um erro comum é substituir um produto por outro da mesma origem, como as pessoas que “boicotam” a coca-cola por serem contra os EUA, mas consomem Fanta, ou ainda Pepsi. Não é a mesma coisa de quem boicota a coca-cola por acreditar que a coca-cola faça pior uso da propaganda que os outros refrigerantes, nao importa de onde saiam.

Freeganismo: é um estilo de vida considerado extremo pela sociedade, pois vai de encontro à grande maioria dos valores ocidentais como o consumo, a não-reciclagem, o trabalho como valor, contra o dinheiro, etc. Os freegans se propõem à não participar do sistema desprodutivo capitalista: evitam ao máximo o processo de compra e venda por dinheiro. Utilizam da solidariedade de grupos, transformam canteiros, terrenos baldios e praças em hortas livres, fazem mergulhos em lixeiras (tanto no sentido explícito do termo quanto na busca por produtos desperdiçados por redes de varejo), utilizam transporte com mínimo impacto poluente, como bikes, skates, ou caronas coletivas, trocam, e doam coisas, evitam a acumulação de apetrechos desnecessários, usam do Do It Yourself como modo de viver, e principalmente recusam ao máximo qualquer tipo de exploração de seres senscientes, o que certamente recai em veganismo. É drástico, mas causa alto impacto nas pessoas que convivem com esses indivíduos – mas dificilmente afeta pessoas de um círculo médio em diante: a tendência social é tratar essas pessoas como mendigas, apesar de terem optado politicamente por esse meio de vida, através da discordância. Segue um vídeo, mas o som não está muito bom:

Consumo local: Existem pessoas que não consomem nada que seja produzido em lugares que ela não possa visitar e ter controle pessoal (vistoria) da produção. Cada um estipula o limite de distância dos produtos que pode consumir, que em média está em 50km. O objetivo é claro: fortalecer uma economia local, entre pequenos produtores que prezem por qualidade dos produtos. Geralmente acabam construindo uma pequena horta de emergência no fundo do quintal e usando bricolagem/DIY para efetuar as pequenas obras necessárias. Li sobre eles numa revista há um tempo atrás. Era a experiência de um cara que tentava se tornar um desses. Falhou fragorosamente porquê não tinha prática em horticultura, e problemas com uma tempestade foderam atrapalharam seu projeto. Se alguém souber o nome específico desse modus vivendi, avise!

Produção própria: aquele que quer se tornar um pequeno produtor para consumo próprio
geralmente percebe, com o desenvolvimento de sua horta pessoal, a abundância que seu esforço promove. E aquele produtor que está justamente tentando ir contra o sistema costuma incentivar vizinhos e amigos a também fazerem hortas para que haja trocas, ou descanso da terra ao longo dos tempos. Há, nesse caso, tendência à economia solidária, que além de transformar o consumo em algo mais consciente através do entendimento do processo produtivo, também reduz o uso do dinheiro na troca por comida “simples” – aquela que não depende de processos industriais para chegar à sua casa. Uma horta caseira dá um pouco de trabalho, é verdade, ainda mais para quem nunca experimentou. Mas o esforço é recompensador – nada como um alface plantado por você mesmo, ou um tomate fresco, colhido na hora! Clique aqui para conhecer um site que ensina a fazer hortas, e dá dicas para a manutenção delas.

Esses são alguns exemplos. Mas constantemente ouço falar de pessoas que recusam participar de “datas comemorativas” onde haja troca de presentes nos quais se gaste dinheiro e não criatividade ou tempo; pessoas que evitam o consumo de energia elétrica ao extremo; gente que colhe água de lavar roupas para lavar o chão; gente que não assiste televisão; gente que não consome nenhum produto que tenha utilizado propaganda televisiva; gente que adapta a economia do dom para o dia a dia…

Enfim. Finalizando esse longo post, penso que podemos influenciar as pessoas sim, com nossas atitudes. Antes delas, estejamos dispostos à nos movimentar, balançar nossas estruturas, nossos hábitos, e abrir mão de certas “facilidades” – que parte das vezes são meras acomodações. Esse é um dos propósitos do KRISIS, implícito no manifesto, o ato de criticar a si mesmo para encontrar aquilo que está presente em todos.

E aí, somos a mudança que queremos para o mundo?

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um vídeo MUITO interessante para entrar na pira. GARANTO que vão ser os 10 minutos mais bem aproveitados deste post…

e aí? louco? – e se todos os que estão aqui fora forem os loucos, os sãos estariam no hospício?